Saiba 25 curiosidades — Nossa Política

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Dentista em Santos



Coroação de Pedro II aos 15 anos de idade em 18 de julho de 1841 – Retrato de François-René Moreau
A família imperial brasileira é um ramo da Casa Real Portuguesa de Bragança que governou o Império do Brasil entre 1822 e 1889, após a Proclamação de Independência do Brasil pelo Príncipe Pedro de Bragança que depois foi aclamado como Pedro I.

1. Casamento com menos de 10 anos de idade

Era comum que as mulheres casassem muito novas. A partir do momento em que elas estivessem prontas para ter herdeiros, já podiam consumar o casamento com um homem de, geralmente, mais de 20 anos de diferença. Os matrimônios eram arranjados e feitos como contratos que gerassem benefícios para as duas famílias envolvidas. Muitas vezes os noivos só se conheciam no dia do casamento. Carlota Joaquina (princesa da Espanha e mãe de D. Pedro I), por exemplo, casou-se com menos de 10 anos com Dom João de Bragança (príncipe de Portugal) em um acordo entre os dois países.

2. Dom Pedro não era o primeiro na linha de sucessão

Seu irmão mais velho, D. Francisco Antônio, morreu de causas desconhecidas aos 6 anos de idade. Sendo assim, D. Pedro I ficou na frente da linha de sucessão do trono português.

3. Dom Pedro I teve 8 irmãos

Maria Teresa, Antônio Pio, Maria Isabel Francisca, Francisca, Isabel Maria, Miguel I, Maria da Assunção, Ana de Jesus. Todos eles, inclusive D. Pedro I, filhos de D. João VI e Carlota Joaquina de Bourbon.

4. Dom Pedro I chegou ao Brasil com apenas 9 anos de idade

Com a invasão das tropas napoleônicas em Portugal, em 1807, a família real portuguesa foi forçada a fugir para o Brasil e, nessa época, D. Pedro tinha apenas 9 anos de idade.

5. Dom Pedro I comia com as mãos

Temendo ser considerada esnobe, a Imperatriz D. Leopoldina, esposa de D. Pedro I, abandonou os talheres que usava na Europa. Os dois comiam com as mãos.

6. Muitos filhos e bastardos

Dom Pedro I teve oito filhos legítimos com a Imperatriz D. Leopoldina, arquiduquesa da Áustria, e um com a Imperatriz D. Amélia. Quanto aos bastardos, sabe-se que só com a sua amante mais famosa, Marquesa de Santos, ele teve cinco filhos. Não há um número oficial de quantos filhos ele teve fora do casamento.

7. Dom Pedro II também não era o primeiro na linha de sucessão

Dom Pedro II perdeu dois irmãos mais velhos antes que eles completassem 2 anos de idade. Depois desses acontecimentos, ele se tornaria o segundo e último imperador do Brasil.

8. Troca de maridos

A Princesa Isabel e sua irmã iam se casar no mesmo dia (Princesa Isabel com Duque de Sachsen e Leopoldina com Conde D’Eu), porém, quando os conheceram, nas vésperas do casamento, uma gostou do noivo da outra e antes da cerimônia, trocaram de noivos. Sendo assim, Princesa Isabel se casou com Conde D’Eu e a Princesa Leopoldina com Duque de Sachsen.

Família Imperial: Saiba 25 curiosidades
Princesa Isabel ao lado do Conde D’Eu com os netos

9. Petrópolis era só uma passagem

Petrópolis era a passagem do Caminho Novo, também conhecido como “Caminho do Ouro”, ligando Rio de Janeiro a Minas Gerais. Conta-se que Dom Pedro I parou na fazenda do Padre Corrêa — terreno que hoje se encontra o bairro Corrêas, em Petrópolis — para descansar, pois o período de viagem do Rio de Janeiro até Minas Gerais era de 12 a 15 dias, e nessa parada Dom Pedro I se encantou com o clima ameno, que lembrava muito o da Europa. Além disso, a filha dele, Princesa Dona Paula Mariana de 5 anos, que vivia muito doente, recuperou-se quando esteve lá. Por esses motivos, ele decidiu comprar uma fazenda naquela região: a fazenda “Córrego Seco”. Daí começa a relação entre a Família Imperial e a fundação de Petrópolis.

10. Dom Pedro II é brasileiro

O Imperador do Brasil nasceu no Palácio na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

11. Dom Pedro II se tornou Príncipe Regente aos 5 anos de idade

Sua mãe, a Imperatriz D. Maria Leopoldina, morreu quando ele tinha apenas 1 ano e seu pai D. Pedro I morreu quando ele tinha 5 anos. Sendo assim, por regra e tradição, tornou-se príncipe regente do Brasil com apenas 5 anos de idade.

12. Palácio de Verão

Com a morte de D. Pedro I, D. Pedro II herdou a fazenda do Córrego Seco e, assim como seu pai, encantou-se com o local e o clima ameno. Ele gostou tanto de Petrópolis que criou o Palácio de Verão (hoje conhecido como Museu Imperial) e a colônia agrícola.

Família Imperial: Saiba 25 curiosidades
Palácio de Verão, em Petrópolis

13. Nomes gigantescos

Nessa época, quando uma criança nascia, era usado como método para a escolha do nome a homenagem aos descendentes, sendo assim, eles colocavam na criança o nome do pai, da mãe, da avó, do avô, da bisavó, do bisavô etc. A Princesa Isabel, por exemplo, chamava-se: Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança Bourbon. O nome do seu pai, D. Pedro II, ainda era maior: Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Bourbon.

14. Casa no Rio de Janeiro e em Petrópolis

Petrópolis era a cidade onde a família do Segundo Reinado vinha veranear. D. Pedro II, sua esposa Teresa Cristina e suas duas filhas Leopoldina e Isabel vinham descansar seis meses na casa em Petrópolis e seis meses na casa do Rio de Janeiro, que ficava na Quinta da Boa Vista.

15. Dias curtos

A Família Imperial estava acostumada a almoçar às 9h e jantar às 16h. Às 19h já era hora de dormir.

16. Banheiro

Cada um tinha um quarto de banho com banheira e lavatório de louça. Como não havia água encanada, ela era transportada para o Palácio em vasilhas. A Família Imperial só tomava banho de três em três dias, pois achava que ia tirar a proteção da pele, podendo morrer mais cedo.

17. Gabinete de Estudo

O gabinete de estudo era o lugar preferido do Imperador. Existem depoimentos de que ele passava a maior parte do dia lá, e que havia até uma cama onde ele dormia depois de passar horas estudando.

18. Louças individuais

As louças da Família Imperial, usadas no dia a dia, eram chamadas de serviços. Cada serviço tinha uma marca para indicar a quem pertencia.

19. Higiene bucal

Costumavam sempre mascar folha de fumo e cuspir na escarradeira, o que era considerado elegante para eles. A folha também era usada como uma forma de fazer higiene bucal, já que não escovavam os dentes.

20. Paquera com o leque

Os leques que as mulheres da Família Imperial, bem como as outras mulheres, usavam eram para abanar e “paquerar”. Havia mais de 98 formas de “linguagem”, algumas delas são:

– Leque colocado próximo ao coração: “você me conquistou…”

– Leque fechado tocando o olho direito: “quando poderemos nos ver?”

– Movimentos ameaçadores com o leque fechado: “não seja imprudente!”

– Leque meio aberto pressionando os lábios: “você pode me beijar…”

21. Morte de Dom Pedro II e da Imperatriz

D. Pedro II e sua família embarcaram para Portugal dois dias após a Proclamação da República. A imperatriz morreu no mesmo mês e D. Pedro se refugiou em Paris, onde adoeceu e morreu de pneumonia, aos 66 anos de idade. Os restos mortais do último Imperador do Brasil e de sua esposa estão na Catedral em Petrópolis.

Família Imperial: Saiba 25 curiosidades
Mausoléu da família imperial na cripta da Catedral de Petrópolis

22. Dom Pedro II amava Petrópolis

D. Pedro II amou Petrópolis como se fosse a sua casa. Ele dizia “fale-me de Petrópolis”, pedindo a quem o visitava no exílio ou em cartas para seus amigos pouco antes de falecer.

23. Títulos

Segundo a Constituição de 1824, a primeira carta constitucional brasileira, que foi revogada em 1891, os seguintes títulos eram reconhecidos a membros da família imperial brasileira:

  • Sua Majestade Imperial (S.M.I.): reservado ao Imperador e à Imperatriz;
  • Sua Alteza Imperial (S.A.I.): reservado ao herdeiro do trono brasileiro (Príncipe Imperial) e ao primogênito deste (Príncipe do Grão-Pará);
  • Sua Alteza (S.A.) era reservado aos demais príncipes, filhos não primogênitos do Imperador e da Imperatriz;
  • Sua Excelência (S.E.) era outorgado aos restantes membros da família imperial, geralmente aos filhos e netos dos príncipes, bem como às pessoas que detivessem títulos de nobreza.

24. Exumação de Pedro I e suas esposas

Em 2012, os corpos do imperador Pedro I e da sua primeira e segunda esposa foram exumados. O que mais causou surpresas foi o estado do cadáver de Dona Amélia (a segunda esposa), com quem D. Pedro I se casou em 1829: suas unhas, cabelo, pele e órgãos estavam incrivelmente preservados a partir de substâncias aromáticas, como mirra e cânfora, injetadas em sua jugular.

Família Imperial: Saiba 25 curiosidades
Múmia de Dona Amélia, segunda esposa de Dom Pedro I

25. Aborto de Dona Leopoldina

Ao contrário do que se pensava, uma doença grave causou o aborto e o óbito de dona Leopoldina, e não uma briga entre com Dom Pedro I na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.

“O que temos condições de dizer, hoje, é do que a imperatriz não morreu. Se houve mesmo uma briga por causa da traição de Dom Pedro 1º, ela não tem a ver com a morte de dona Leopoldina”, explicou o legista Luiz Roberto Fontes ao público de uma palestra no MusIAL (Museu do Instituto Adolfo Lutz). “Ela teve uma infecção grave, mas não sabemos ainda qual é essa doença. Precisamos de mais análises para descobrir a causa da morte.”

Fonte: https://nossapolitica.net/2020/03/familia-imperial-curiosidades/


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