Somente 1% de adolescentes do sexo masculino vão ao médico

UBS da Glória deve ser entregue em janeiro
setembro 23, 2020
Mercado Impressão Digital Fique Scanners Sozinho 2020 Principais atores, fator de crescimento, tipos, aplicativos, previsões regionais, ideias de negócios, motivadores para 2026
setembro 24, 2020

Dentista em Santos



Pesquisa inédita feita pela Sociedade Brasileira de Urologia revela que ainda é bem reduzido o número de adolescentes do sexo masculino de 12 a 18 anos de idade que frequenta o consultório médico: apenas 1%, contra 34% de meninas da mesma idade que vão anualmente ao ginecologista. Realizada com 267 estudantes de escolas públicas e privada de 12 estados brasileiros de ambos os sexos, nessa faixa etária, sendo 170 meninos e 87 meninas, a pesquisa mostra também piora na saúde dos adolescentes durante a pandemia do novo coronavírus.

A sondagem faz parte da terceira edição da Campanha #VemProUro, da SBU, que acontece no mês de setembro, dedicado ao adolescente, e objetiva incentivar a ida dos meninos ao médico para avaliação, orientação e esclarecimento de medidas preventivas de saúde.

O idealizador e coordenador da campanha, Daniel Zylbersztejn, ressaltou hoje (23), em entrevista à Agência Brasil, que a iniciativa destaca a importância de o adolescente ir não somente ao urologista, mas a um médico que tenha foco de atuação na adolescência, como um clínico geral, pediatra, médico de família, endocrinologista, infectologista para avaliar a saúde. “Há uma gama de profissionais que podem atender o adolescente”, disse.

Diferença

Segundo Zylbersztejn, a diferença grande da ida das meninas ao médico em comparação aos meninos se reflete na qualidade de vida que as mulheres têm em relação aos homens. “Não é à toa que as mulheres vivem mais do que os homens. A mulher tem o hábito de se cuidar mais, de promover mais saúde do que os homens. Estes procuram o médico, essencialmente, quando têm algum problema de saúde e acaba não tendo uma rotina”.

Segundo o urologista, isso acaba tendo reflexos na vida adulta. Se o adolescente não cria o hábito de ir ao médico para fazer uma prevenção de doenças, de situações de risco, acaba entrando em contato com o uso de drogas, tabagismo, falta do uso de preservativos.

O adolescente fica sem promoção de saúde, de higiene bucal, de atividade física, e exposto à contaminação pelo HPV, sem higiene genital, que é causa em muitos homens do câncer de pênis no futuro, de acordo com o médico.

Isso ocorre com mais frequência em todas as regiões do Brasil que não tenham bom saneamento. As pessoas têm pouco acesso à saúde e maus hábitos de higiene. “Quanto mais pobre for a região do país, maior é o risco de desenvolvimento desse tipo de tumor”.

Sexualidade

Em relação à sexualidade, a pesquisa identificou que 35% dos jovens não usam preservativos em relações sexuais. Isso vai ao encontro de pesquisas sobre HIV, que mostram que hoje o adolescente tem três vezes mais HIV do que há cinco anos, observou Zylbersztejn.

“O adolescente está se cuidando menos e por mais que se tenha informação de que o preservativo é importante, essa comunicação de alguma maneira está sendo falha”. Quinze por cento dos entrevistados já tiveram uma iniciação sexual, sendo que 44% não usaram preservativo na primeira relação, e 38,57% dos meninos revelaram não saber sequer colocar a “camisinha”.

Os dados preliminares da pesquisa mostram que falar sobre sexo ainda é tabu entre os jovens de 12 a 18 anos. Quase 50% dos meninos não se sentem à vontade para falar na escola sobre sexualidade, relações sexuais, doenças transmissíveis. Cerca de 30% não falam com os pais sobre esses temas.

“Eles preferem falar mais sobre sexo com os amigos (33%), 41,67% preferem não falar com ninguém “ou buscam informações sozinhos, o que é muito ruim, porque a chance de serem desinformados é muito grande. A internet é um saco de gatos e a desinformação aparece antes da informação”, disse o urologista.

Isolamento

A principal consequência que a pandemia trouxe para a vida dos adolescentes, apontada por 76% dos consultados, foi o afastamento do convívio dos amigos. “Isso mostra o quanto o grupo é importante para a formação da identidade desse adolescente.” Em segundo lugar, aparece para 67,65% o aumento da irritabilidade, da ansiedade e piora do humor..

Sobre a mudança de humor com a pandemia, 50% se consideraram mais ansiosos, 20% deprimidos, 30% normais. “Ou seja, quase 70% dos adolescentes sentem seu humor alterado por sintomas ruins de ansiedade e depressão. A adolescência não combina com distanciamento social. Muito pelo contrário. Eles sofrem bastante.”

Outra consequência do isolamento foi o incremento da permanência dos jovens diante do computador ou celular. A maioria passava antes duas horas conectados e agora estão passando mais de seis horas conectados. Antes da pandemia, 17,39% dos jovens afirmaram que faziam uso das tecnologias digitais. Atualmente, o índice subiu para 59,4%.

“Eles estão se conectando ao mundo virtual, não ao mundo real”, disse o médico, o que pode trazer dificuldade de sociabilização no futuro. “O adolescente precisa sociabilizar, precisa andar em grupos. Se ele não anda em grupos, não aprende a se sociabilizar da forma adequada, não aprende a troca de experiências reais. E, com isso, ele pode ter prejuízo na sua própria formação de identidade”.

A expansão do acesso às telas modificou a forma de exercer a sexualidade durante a pandemia, identificou a pesquisa: 16% dos adolescentes afirmaram ter aumentado a frequência de sexo virtual ou masturbação via conteúdos eróticos ‘online’.

Sedentarismo

O sedentarismo cresceu durante a pandemia: 60,29% dos adolescentes afirmaram ter reduzido suas atividades físicas. Somente 5% disseram que não houve nenhuma alteração que tenha prejudicado de alguma forma sua vida. “O sedentarismo aumentou, a alimentação piorou, a atividade física diminuiu”, constatou o médico Daniel Zylbersztejn.

Antes da pandemia, 82,3% dos adolescentes relataram fazer algum tipo de atividade física ao menos duas vezes por semana. Após o surgimento da covid-19, 53,6% declararam não praticar nenhuma atividade física ou apenas uma vez por semana.

Cerca de 67,1% dos adolescentes narraram beber refrigerantes de uma a duas vezes por semana e 54,2% aumentaram a ingestão de ‘junk foods’ (comida rica em calorias e de baixa qualidade nutritiva, como batata frita, salgadinhos, biscoitos recheados etc).

A pesquisa informa ainda que 52,9% dos adolescentes informaram seguir a quarentena em isolamento social, 42,6% só saem de casa para atividades básicas como supermercado, médico e farmácia e apenas 4,4% não estão seguindo as normas de segurança.

Zylbersztejn afirmou que essa primeira sondagem da entidade servirá como balizador de pesquisas futuras. A ideia é aumentar o universo de entrevistados, com melhoria de questionamentos e da forma de perguntar, buscando uma grande gama de escolas públicas e privadas.

A campanha traz satisfação a seus organizadores que já estão vendo interesse e maior engajamento de pais e responsáveis que têm participado de conferências na internet onde expõem suas dúvidas e indagações referentes aos filhos adolescentes, em especial do sexo masculino.

Veja também

+ T-Cross ganha nova versão PCD; veja preço e fotos

+Conheça os 42 anos de história da picape Mitsubishi L200

+ Remédio barato acelera recuperação de pacientes com covid-19

+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil

+ Avaliação: Chevrolet S10 2021 evoluiu mais do que parece

+ Grosseria de jurados do MasterChef Brasil é alvo de críticas

+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados

+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020

+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea

+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/somente-1-de-adolescentes-do-sexo-masculino-vao-ao-medico/


Agende agora sua avaliação!

A Dentari Odonto Clínicas possui clinica odontologica em Santos e São Vicente e foi criada para elevar o seu conceito de qualidade e tecnologia em todas as áreas da odontologia, com destaque para implante dentário realizado em 28 dias, excelente para você que estava procurando por implante dentario em Santos ou São Vicente.

Assim como toda empresa que trilha vários caminhos para se tornar um bom negócio, temos uma boa história. Com fácil localização, conseguimos atender de maneira personalizada você que procura por dentista em Santos ou até mesmo por dentista em São Vicente. Nossa unidade de Santos, está localizada no Gonzaga e nossa clínica de São Vicente, no centro da cidade.

Antes de se tornar Dentari, a história se inicia a partir de um sonho. O sonho de mudar a vida das pessoas. O desejo de mudança, de realizações, nunca começa sozinho. Com o pensamento mútuo de conquistar o sucesso, energia, técnica, método, atendimento e tecnologia.

Nasceu então a Dentari, uma clínica odontológica de alta performance, com renomados dentistas, que alia a melhor tecnologia disponível no mercado mundial aos melhores profissionais multiespecialistas.

Com procedimentos clínicos dinâmicos, a Dentari otimiza o tempo do paciente, trazendo a solução desejada de maneira fácil e rápida. O paciente recebe o melhor atendimento com todo o conforto que a clínica oferece.

O principal resultado é a satisfação dos clientes ilustrada em sorriso.



Saiba mais:


Dentista em Santos | Dentista em São Vicente | Dentista Aparelho | Implante Dentário em Santos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *